O Espiritismo tem atraído grandes nomes da cultura universal. (parte 2)

J.B Rhine

Entre os cientistas que prosseguem ou prosseguiram com as pesquisas registramos, entre outros, J. B. Rhine, considerado o “Pai da parapsicologia”, Bjorkhem, da Universidade Upsala; D. J. Van Lennep, da Universidade Real de Utrecht; Stoppolone, da Universidade de Camerino; Robert Amadou, da França; José Fernandez, da Argentina; Harry Price, da Universidade de Oxford etc…

“Na história da Metapsíquica, escreveu Charles Richet, não conheço um só caso, um só, de observador consciencioso que, após dois anos de estudo, concluísse pela negativa”. Está claro que o mestre francês desconhecia os nossos “Silva-Mellos”…* O professor Silva Mello, da Academia de Ciências, escreveu uma volumosa obra contra os Espíritos, refutada, aliás, pelo brilhante médico Sérgio Valle. O próprio Silva Mello, porém, nos explica a razão de seu ataque ao espiritismo. “ Confesso humildemente que tive sempre, tão longe quanto possa pensar, tremendo medo de fantasmas e assombrações, medo que continua a perdurar apesar de ter deixado, há muitas dezenas de anos, de neles acreditar. O fato é que ficou gravado definitivamente, tendo desafiado todos os esforços de minha lógica e até o auxílio de célebres psicanalistas. Trata-se de uma fantasma invisível, que não aparece, que não faz ruído, que não tem nada de maléfico e, por isso, nem medo nem pavor deveria causar. É noturno, só da escuridão. Deve manifestar-se por um leve sopro atrás da orelha ou da nuca, um toque muito ligeiro, quase imperceptível, numa das faces, talvez na própria mão, sobretudo numa perna deixada descoberta, por exemplo, ao descer no leito escuro. E seria só isso. Absolutamente nada mais. Mas o medo é tão grande, tão intenso, que pode fazer arrepiar os cabelos, disparar o coração, resultando daí uma imobilidade pétrea, pois qualquer movimento parece que será motivo para o fantasma executar a ação que está sendo temida. Daí, a imobilidade, a falta de coragem para sair da cama ou executar livremente, qualquer movimento. Por essa simples razão, nunca ousaria dormir sozinho numa casa isolada ou mesmo num quarto muito afastado de outros habitados. Eis a situação em toda a sua ridícula simplicidade’’.

Espírito Katie King

 Compreende-se, pois, perfeitamente, que o Prof. Silva Mello, sendo vítima de uma obsessão por parte de um espírito trevoso, revidasse ao ataque escrevendo uma obra contra o Espiritismo. Mas exagerou. Afinal de contas, o Espiritismo não pode ser responsável pelas atitudes maléficas de certos espíritos. O Prof. Silva Mello, revoltado com o obsessor que o fazia ter “tremendo medo de fantasmas e assombrações”, ao invés de procurar um bom centro espírita e livrar-se do incômodo “ vizinho” através de doutrinações evangélicas, foi procurar sessões de psicanálise! Não viu o professor que o espírito outra coisa não fazia ao seu lado senão mostrar, com fatos, que o mundo espiritual é uma realidade?!

José Ingenieros

No campo da filosofia podemos citar de início José Ingenieros, que além de pensador foi sociólogo e psiquiatra, autor dos livros “A Simulação”, “Histeria e Sugestão” e “O Homem Medíocre”, considerado sua obra-prima e editado em várias línguas. Na sede da instituição espírita “ Constancia”, em Buenos Aires. Ingenieros dirigiu uma sessão de materialização, saindo dela plenamente satisfeito,. O notável médium foi Oswaldo Fidanza, cujo nome faz hoje parte da História do Espiritismo na Argentina. Charles Fourrier, filósofo e sociólogo, em sua obra “Théorie de I´Unité Universelle”, escreveu: “é preciso, pois, reconhecer que já vivemos antes de ser o que somos, e que várias outras vidas nos esperam umas encerradas no mundo, ou intramundanas, as outras em uma esfera superior, ou extramundanas, com um corpo mais sutil e sentidos mais delicados”.

Esquirós

Esquirós, aprofundando a questão da imortalidade pessoal nos diz; “ o que eu afirmo é a união perpétua da lama a corpos orgânicos; estes corpos se sucedem, engendrando-se uns aos outros, aproximando-se das formas constitutivas do mundo que mantém a perpetuidade do “eu” em suas sucessivas existências. O princípio da vida, extensivo às diversas fases ou evoluções do renascimento, não constitui sempre para o criador mais que único e mesmo estado contínuo. Para Deus, a duração do ser não é limitada a este intervalo de tempo compreendido entre o nascimento e a morte; ela abraça todos os segmentos da existência, cuja sucessão forma através da interrupções e das retomadas, a verdadeira unidade da vida”.

Kant.

Pezzani, Bonnet, Kant, Fichte, Schlegel, Lichtenberger, Scholoser, Butler, Hedge, Thomas Browne, Lessing, Jean Raynaud, De Bretone, Constant Savy, E. Young, Schelling, Paracelso, Giordano Bruno, Maeterlinck e muitos outros pensadores modernos e antigos admitiam a reencarnação, sem a qual é impossível compreender, dentro das linhas diretoras e responsáveis pelo equilíbrio unitário do universo, a heterogeneidade e o comportamento dos seres vivos. Admitiam, pois, a reencarnação, não como um ato de fé, mas como um resultado de raciocínio frio em face de um problema de lógica.

Extraído do livro “Escritores e Fantasmas” de Jorge Rizzini.
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