Ao pé do ouvido e obsessão oculta.

Reflexão acerca da coragem missionária dos pioneiros espíritas no Brasil. Mirando seu exemplo, vamos construir um Espiritismo sincero para nós, no presente, iluminando desta forma o futuro, que será de todos.
Coragem sempre, trabalhar sempre! A seara prossegue imensa e os trabalhadores poucos… (Jesus)

 

AO  PÉ  DO  OUVIDO
Hilário Silva

(Francisco Cândido Xavier) 

Batuíra, o apóstolo do Espiritismo na capital paulista, instalara o seu grupo de estudo e caridade na Rua do Lavapés, quando numa reunião social foi abordado pelo Dr. Cesário Motta, grande médico e higienista, então Deputado Federal, com residência no Rio.
Conversa vai, conversa vem, disse-lhe o Dr. Cesário ao pé do ouvido:
– Você, meu amigo, precisa precaver-se. Não sou espírita, mas admiro-lhe a sinceridade. E tenho ouvido lamentáveis opiniões a seu respeito. Dizem por aí que você adota o nome de médium para explorar a bolsa pública; que você está rico de tanto enganar incautos e dizem também que você se isola com mulheres, em gabinetes, para seduzi-las, em nome da prece. Tudo calúnias, bem sei…
– E que sugere o senhor? – perguntou o amigo, sereno.
– É importante que você se abstenha do Espiritismo…
– Mas, doutor – falou Batuíra, com humildade -, o senhor é médico e tem sido o nosso protetor na extinção da febre amarela e da varíola em São Paulo… Já vi o senhor tocar as feridas de muita gente… Enfermos para quem pedi seu amparo, receberam a sua melhor atenção, embora vomitassem lama em forma de sangue… Nunca vi o senhor desanimar… Pelo fato de o senhor encontrar tanta podridão nos corpos, poderia desistir da medicina?
O Dr. Cesário sorriu, satisfeito, e falou:
– Sim, sim… Não seria possível… Você tem razão… Esquecia-me de que há podridão também nas almas…
E, batendo nos ombros do velho amigo, encerrou a questão, afirmando, alegre:
– Vamos continuar…
Do livro “Almas em Desfile”, Hilário Silva (Espírito), Francisco C. Xavier e Waldo Vieira (psicografia)

 

OBSESSÃO  OCULTA

Dias da Cruz
(Francisco Cândido Xavier) 

Elaborando alguns apontamentos, em torno da obsessão oculta, cabe-nos recordar que sugestão, a rigor, é a “influência que a idéia positiva do magnetizador desenvolve sobre a mente passiva do hipnotizado, criando nele estados alucinatórios, dos quais podem partilhar todas as potências do seu cosmo orgânico.”
Justo ponderar, contudo, que o fenômeno não é privativo de escolas especializadas ou dos grandes magnetologistas do passado ou do presente.
Qual acontecia em recuadas épocas, nos templos da iniciação egípcia, a sugestão ainda hoje se reveste de inconcebível importância, em todos os planos de nossa vida, mesmo porque toda a vida, no fundo, é processo mental em manifestação.
Desde a mais remota antiguidade, a Goétia ou magia negra, filha da ignorância, dela se vale para estabelecer entre os homens o domínio dos seres que se bestializam nas trevas.
E o culto à Suprema Divindade ou a Religião, filha dos mais altos ideais da Humanidade, da sugestão se aproveita para garantir o serviço de sublimação das almas, por intermédio da comunhão com as forças da luz.
Como é fácil apreender, repetimos, o papel da sugestão é de incalculável alcance em todos os episódios de nossa marcha nas províncias da evolução, particularmente nas faixas da experiência terrestre, de vez que o tempo da alma encarnada se divide em duas fases distintas – a vigília e a hipnose, ou seja, sensório desperto e sono físico.
Não desconhecemos que o homem, examinado em seu aspecto puramente fisiológico, pode ser definido como sendo uma bateria complexa associando e desassociando cargas de eletricidade, porquanto traz consigo, em expressiva porção, ácidos e álcalis, metais e ametais, em diversos valores químicos, cujas trocas asseguram o metabolismo eficiente dos recursos hormonais.
Indiscutivelmente, o regime alimentar e a respiração, a temperatura e a ginástica são fatores que podem provocar sensíveis alterações na harmonia elétrica da criatura humana, entretanto, a causa da renovação para o bem ou da perturbação para o mal reside em cada um de nós, de maneira mais íntima, nas correntes de idéias que assimilamos.
Qual ocorre à matéria, que se transforma incessantemente, ao impacto de raios múltiplos, nos reinos inferiores da Natureza, o Espírito se adensa na sombra ou se sutiliza na luz, sob o império dos raios mentais que elege para combustível de suas emoções mais profundas.
Reportamo-nos a semelhantes considerações para salientar o impositivo de nossa vigilância em todos os estados passivos de nossa alma, porque, através da meditação e do sono, nos identificamos, muita vez de modo imperceptível, com os pensamentos que nos são sugeridos pelas Inteligências desencarnadas ou não, que se afinam conosco e, se não nos guardamos na fortaleza das obrigações retamente cumpridas, caímos sem dificuldade nas -malhas da obsessão oculta, transformando-nos em agentes da irresponsabilidade e da cegueira de espírito, por despenhar-nos, inconscientemente, em desequilíbrios imanifestos, cujos resultados somente se expressarão, mais tarde, pelos princípios de causa e efeito, nos torturados labirintos da patogenia obscura, em nosso campo individual.
Lembremos-nos, assim, de que se o obsidiado confesso é alguém armado pela aflição e pelo sofrimento, para o combate às forças da treva, a vítima da obsessão oculta, quase sempre, é a loucura mascarada de bom-senso, acarretando, por onde passe, desastres e problemas morais para si e para os outros.
É por esse motivo que, convidando-vos ao nosso permanente programa de oração e estudo nobre, de fraternidade e serviço constante, a fim de que estejamos sob a regência das Sugestões de Cima, encerramos nossas breves anotações, rememorando as inesquecíveis palavras do apóstolo Paulo, no versículo 14 do capítulo 5, de sua carta aos Efésios:
– «Desperta, Ó tu que dormes, e; levantando-te dentre os mortos, o Cristo te esclarecerá.»
Desperta, Ó tu que dormes,
E andarei em liberdade; pois busco os teus preceitos.
Salmos 119:45
 
Jesus dizia, pois, aos judeus que criam nele: Se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente sereis meus discípulos; E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.
João 8:31,32
Do livro “Vozes do Grande Além”, Dias da Cruz (Espírito), Francisco C. Xavier (psicografia).

 

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